Páginas

segunda-feira, 19 de março de 2012

Profundidade de Campo


Em óptica, profundidade de campo é um efeito que descreve até que ponto objetos que estão mais ou menos perto do plano de foco aparentam estar nítidos. Regra geral, quanto menor for a abertura do diafragma/íris (maior o valor), para uma mesma distância do objecto fotografado, maior será a distânciado plano de foco a que os objetos podem estar enquanto permanecem nítidos.

De salientar que só pode existir um ponto focalizado, e a profundidade de campo gera uma impressão de focalização nos elementos contidos em diversos planos. 


 Média profundidade de campo
 Pouca profundidade de campo



A profundidade de Campo depende da abertura do diafragma (ou íris, para as câmaras de vídeo) e da proximidade que se está do objeto a ser fotografado ou filmado. O diafragma é um mecanismo da objetiva, composto por várias láminas justapostas, e que regula a intensidade de luz que entra na câmara. Conforme é feita esta regulagem na intensidade de luz, ela afeta a nitidez entre os planos, ou seja, a profundidade de campo. A abertura do diafragma pode variar entre fechado e aberto, dependendo somente da objetiva utilizada para determinar os valores. 


O valor do diafragma se dá através de números, conhecidos como números f ou "f-stop", e seguem um padrão numérico universal, iniciando se em 1, 1.4, 2, 2.8, 4, 5.6, 8, 11, 16, 22, 32, 45 etc. Cada numeração é 1,4x mais elevada que sua antecessora, sendo que os valores menores são os que representam maiores aberturas, que permitem maior incidencia de luz. Entretanto, são os que darão uma menor profundidade de campo. O inverso é verdadeiro, portanto, os valores maiores representam os que permitem menor incidencia de luz, e darão maior profundidade de campo.
Nas objetivas intercambiáveis de câmeras SLR, ou simplesmente reflex, há um anel regulável onde girando-o à esquerda ou à direita, seleciona se o númerof (ou abertura) que lhe proporcionará a profundidade de campo desejada. Os números f são sempre apresentados em uma escala padrão. Quanto maior esse número, maior a profundidade de campo e por conseqüência, os elementos em diferentes planos ficarão nítidos.
Porém, independentemente da abertura escolhida, a proximidade que se está do objeto a ser fotografado é determinante para se ter uma grande ou baixa profundidade de campo na fotografia. Quanto mais próximo se está do assunto a se fotografar, menor será a profundidade de campo que se obterá.

Aplicações e consequências
Tendo conhecimento deste recurso, o fotógrafo poderá trabalhar com diversos planos, em diversas situações de luz.
A consequência da escolha do número f é o tempo em que a câmera necessitará para registrar a fotografia, dentro dos parâmetros que se deseja.
Numa situação de muita luz, seja no ambiente externo ou num estúdio bem iluminado, ao utilizar, por exemplo, um número f maior (ex: f/22), será necessário utilizar um tempo de exposição mais longo (controlado pelo obturador), o que pode propiciar que a fotografia saia tremida (se não for utilizado um tripé) ou com registro de movimento do assunto. Porém esta é a melhor situação de luz para se fazer estes ajustes da melhor maneira possível, tendo ainda por cima uma alta gama de tempos do obturador.
Já numa situação de pouca luz, como a noite ao ar livre, torna-se mais difícil realizar estas mudanças no diafragma, pois conforme o número f é diminuído, menor o tempo de exposição, porém há um limite sutil onde o registro pode ocorrer de maneira errônea, devido a falha na Lei de Reciprocidade Fotográfica, onde, numa situação de pouca luz, conforme há alteração no diafragma, a alteração correspondente necessária que seria feita no obturador pode não ser suficiente, devendo ser corrigida para mais ou para menos, dependendo do suporte utilizado (sensores digitais CCD ou CMOS, ou ainda os filmes fotográficos e sua incrível gama de opções)
A escolha da profundidade é uma das opções mais importantes quando se define a abertura e o tempo durante o qual que se expõe uma fotografia.
Por exemplo, para fotografar uma pessoa e isolá-la do fundo, usa-se a menor profundidade de campo possível através de um número f menor. Pelo contrário, ao fotografar uma paisagem grandiosa e querer que tudo o que se ve fique nítido, desde os objetos mais próximos até o infinito, deve se usar a maior profundidade de campo possível através do número f maior.
Para que se possa fotografar sem preocupar se com fotografias tremidas, recomenda se o uso de um tripé ou suporte, como uma mesa.

Fatores que influenciam a profundidade de campo
DOF = Depth Of Field = Profundidade de Campo = Profundidade da cena que está dentro de um foco "aceitável".  
Abertura
Quanto maior a abertura, menor o DOF – e vice-e-versa.
Proximidade com o objeto
Quanto mais próximo do objeto você estiver, menor o DOF – e vice-e-versa.
Distância focal
Quanto maior a distância focal (“zoom”), menor o DOF – e vice-e-versa.
Veja alguns exemplos de uso do DOF: 
Vila Velha 
Toda a paisagem está em foco, desde o céu até o chão, graças a uma abertura de f22 e uma distância focal de 18mm 
Eu sou nerd sim, e daí? 
fundo desfocado graças à utilização de uma abertura f1.8 
Exemplos de profundidade de campo:
  
                                                                                                                                             Trabalho realizado por: Lucas Costa nº11

quarta-feira, 7 de março de 2012

Objectivos para o teste

1.      Conhecer o significado da palavra fotografia;
2.      Saber o que é a fotografia estenopeica ou de pinhole;
3.      Saber em quantos formatos se dividem as câmaras fotografias;
4.      Diferenciar os tipos de visor que existem;
5.      Conhecer os diferentes tipos de obturador;
6.      Saber a escala de tempos das máquinas fotográficas;
7.      Saber qual é a função do diafragma e a sua escala de tempos;
8.      Compreender a relação que existe entre a distância focal e o ângulo de campo;
9.      Saber o que é o “EV” e o que o condiciona a variar de combinação;
10.  Enumerar os aparelhos de medição de luz e como funcionam;
11.  Conhecer os tipos de objectivas e quais as suas funções;
12.  Conhecer os diferentes planos fotográficos;
13.  Saber legendar a planta de um laboratório de fotografia;
14.  Conhecer os diferentes componentes do ampliador;
15.  Saber descrever os diferentes passos no processo de revelação de filmes a p/b e ampliação/revelação de papel fotográfico.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Fotografia de 360º

Na aula do dia 2/3/2012 o turno 1 realizou fotografias de 360º. Para concretizar o trabalho utilizámos as câmaras fotográficas analógicas, um tripé e uma bolha de nivel de modo a que a panorâmica ficasse  harmonizada. Posteriormente colocaremos as nossas fotografias no blog, no entanto aqui ficam algumas informações e pesquisas sobre esta área da fotografia.

Fotografia panorâmica, assim como a palavra panorâmica, refere-se a uma vista inteira de uma área circunvizinha. As fotografias panorâmicas, tentam capturar tal vista, dando uma ideia geral do panorama. Não há nenhuma definição formal para o ponto em que o ângulo largo termina e a panorâmica começa, mas uma imagem verdadeiramente panorâmica deve capturar um campo de vista comparável (ou maior do que) o do olho humano, que é de 160º por 75º,e deve fazer assim ao manter os detalhes precisos através do detalhe inteiro. Fotógrafos que realizam panorâmicas são chamados de panoramistas.
Panoramas na fotografia
A história da fotografia panorâmica é quase tão antiga quanto da fotografia propriamente dita. As primeiras fotografias panorâmicas de que se tem noticia foram feitas na década de 1840.
Algumas das mais famosas panorâmicas foram montadas por George Barnard , um fotografo do exercito durante a guerra civil americana, na década de 1860.No fim do século XIX as câmaras fotografias motorizadas foram desenvolvidas especialmente para a fotografia panorâmica .Algumas giravam completamente, enquanto outras só se movimentava a lente. A Kodak cirkut, foi uma das mais famosas maquinas panorâmicas construída em 1904. Usava filme de 5 “” a 16 “” de largura e produzia fotografias de 360º com 20 pés de comprimento.


Ana Ferreira nº1




Escolhi esta fotografia porque a imagem é espectacular.



Cátia Moreira nº7


Escolhi esta fotografia porque gostei do tipo de vista.

Andreia Ferreira nº5

Escolhi esta fotografia porque gostei do sitio.

Carolina Vale nº3
Escolhi esta fotografia porque gostei.

Iolanda Leal nº10
Escolhi esta fotografia porque é a minha viagem de sonho.

Catarina Neves nº2
Escolhi esta fotografia porque gostava muito de ir à Jamaica.

António Azevedo nº6

Escolhi esta fotografia porque gostava de conhecer esta cultura.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Thomas Struth






Thomas Struth construiu ao longo de mais de 30 anos uma obra onde a fotografia assume a condição de um impressionante ensaio visual sobre o mundo em que vivemos, os seus tempos e os seus lugares. Das séries sobre cidades às imagens dos “paraísos” verdes, dos seus retratos de família às audiências do museu, das fotografias de museu às fotografias de lugares longínquos ou inacessíveis como certas docas ou estaleiros no Oriente, a estação espacial de Cape Canaveral ou laboratórios de aceleradores de partículas, a fotografia de Thomas Struth tem construído uma evidência analítica da sociedade globalizada que caracteriza a civilização contemporânea. Apresenta mais de uma centena  de fotografias e mostra um conjunto de obras que acompanharam o percurso artístico do fotografo para quem a fotografia surgiu por acidente.

Thomas Struth (n. Geldern, Alemanha, 1954) é um dos fot
ógrafos vivos mais importantes. O seu trabalho é muito rigoroso e analítico, não cedendo a impulsos de inspiração ou à pressão do momento. Interessa-lhe usar a fotografia para construir um mosaico do mundo onde vive, por isso surgem na sua obra tantos temas diferentes: arquitectura, natureza, tecnologia, retratos de famílias ou imagens de visitantes de museu.

  A propósito da sua exposição em Serralves Thomas struth concedeu esta entrevista ao jornal público no dia 23 de Janeiro de 2012 :


Como é que surgiu a vontade de fazer uma exposição retrospectiva?
Em 2002 fiz uma exposição num museu em Dallas e o Armin Zweite, na altura ainda director do K21 em Dusseldorf, achou que fazia sentido fazer uma grande exposição minha na cidade onde estudei e onde trabalho e vivo. Não quis fazer a exposição imediatamente e achamos melhor esperar algum tempo. Continuámos a falar e em 2007 começamos a trabalhar.

E qual é o sentimento em ver reunidos tantos trabalhos?

É maravilhoso. Quando se faz uma grande retrospectiva surgem sentimentos e pensamento muito diferentes e contraditórios, mas no essencial vê-los juntos permite ver a maneira como, por exemplo, os trabalhos antigos ainda fazem sentido no presente. Por exemplo quando olho para aquelas fotografias de 1978 de NY não penso que aquilo é o meu trabalho antigo, mas relaciono-me com uma certa ideia de prática pictórica que ainda penso ser válida no nossos dias. Não olho para esses trabalhos como quem olhar para uma relíquia de 1920 ou 1930.

Os trabalhos transformam-se quando são postos ao lado uns dos outros?

Claramante. Eu nunca vejo os meus trabalhos antigos com tanta atenção e em tanta quantidade como é possível nesta exposição integrando-os numa nova narrativa. Por exemplo, quando se entra nesta exposição vê-se um pormenor de um reactor de fusão e quando se olha para a esquerda vêem-se duas ou três pequenas imagens a preto de branco de Nova Iorque. E nota-se uma estranha semelhança entre a arquitectura da cidade e a arquitectura de um aparelho científico. E ao fundo surge uma grande imagem de Times Square. E estas relações que eu reinvento permitem uma redescoberta dos trabalhos.Consegue-se reconhecer uma grande variedade de temas no seu trabalho. Tem séries sobre florestas, cidades, retratos de famílias, vistas de cidades, tecnologia.

Consegue identificar quais s
ão as linhas de força do seu trabalho e quais são os elementos comuns que unem toda esta diversidade?


São diferentes capítulos daquilo que acontece e daquilo com que qualquer pessoa na sua existência tem de lidar. Estou sempre a pensar nos aspectos mais gerais da existência.

Num texto do cat
álogo Armin Zweite diz que o seu trabalho “clarifica a complexidade do mundo”. É a isto que se está a referir?

O ponto de partida da minha prática não é esse. Isso é muito metafísico. Eu não começo a trabalhar com ambições desse tipo. Mas essa clarificação acontece através da acumulação da observação que levo a cabo com o meu trabalho e das conversas que tenho com as pessoas ou através de ser uma testemunha do meu tempo. Existe sempre o desejo de definir o meu ponto de vista e o modo como me relaciono com o mundo e com aquilo que acontece.

E a fotografia é o melhor meio para esta descrição?

Para mim é. Sempre olhei muito para fotografias. Não sabia nada da história da fotografia, só muito tardiamente, quando fui aluno do Bernd Becher, é que conheci os trabalhos de August Saner, Walker Evans ou Atget. Mesmo quando estudava pintura, a fotografia fascinava-me. E levava elementos de composição das fotografias que via nos jornais e nas revistas para os meus desenhos e pinturas. Quando olhava para as fotografias estava a ver pintura e estava num constante interpretação pictórica da realidade.

Mas o que é o levou para a fotografia?

Olhando retrospectivamente, e esta é uma descoberta recente, consigo perceber que o meu interesse pela fotografia nasceu através dos álbuns de fotografias dos meus pais: aí descobri a juventude dos meus pais, dos meus avós, conheci os meus irmãos bebés e descobri-me enquanto recém-nascido e tudo isso foi uma experiência muito fascinante. E fiquei particularmente intrigado por um álbum do meu pai (que nasceu em 1919) quando ele tinha 18/19 anos e estava no exército nazi. E há fotografias dele em França, com uma arma na mão, no meio do campo a descansar das grandes marchas. E há um retrato que ele tirou num estúdio de fotografias em que ele está muito belo e tranquilo. E estas imagens fascinaram-me porque me davam informações muito contraditórias da vida daqueles tempos terríveis de sofrimento. Talvez se fossem outras pessoas eu não ficasse tão fascinado, mas o facto de serem pessoas da minha família obrigou-me a estabelecer uma relação fortíssima com estas fotografias. Esta foi a minha experiência iniciática: descobri o quão forte a nossa relação com a fotografia pode ser.

Mas quando é que descobriu que não era pintor, mas sim um fotografo? Quando é que decidiu deixar de ser aluno do Gerhard Richter e ir para a turma do Bernd Becher?

Quando tinha 22 anos e estudava com o Richter fotografava cada vez mais. E quis fazer um conjunto de fotografias de ruas, vazias, com perspectiva central. Não conhecia ainda ningu
ém da fotografia, foi uma coisa que surgiu espontaneamente: eu andava a pintar arquitectura com os dedos e quis ir fotografar pessoas na arquitectura. Depois descobri que não precisava de ter as pessoas na imagem, porque o humano está sempre presente na arquitectura: são pessoas que constroem a arquitectura deixando as suas marcas nos edifícios e por isso decidi fotografar Dusseldor vazia. Passados uns meses fiz uma exposição com estes trabalhos na academia de arte de Düsseldorf e o Richter mandou-me para a aula do Becher. E perguntei-lhe: mas de quem é que está a falar? E ele insistiu que eu desistisse da pintura e fosse para o departamento de fotografia.
É interessante notar que o sendo fotografo o seu professor de pintura seja um pintor que nomeia uma parte importante do seu trabalho como foto-pintura.
O mais interessante na minha relação com o Richter foi quando fui assistente dele e fiquei muito impressionado pelo profissionalismo e rigor do trabalho artístico. Não havia sentimentalismo artístico, mas uma prática muito conceptual e planeada. E ele tinha sempre fotografias há volta. Lembro-me de ver no estúdio imensas imagens que estão hoje fazem parte do seu Atlas. Um processo muito analítica e conceptual em que me reconheci.

Mas o que é encontra na fotografia que não viu na pintura?

Com qualquer obra de arte, peça de música ou de literatura, questionamo-nos sobre a sua validade não para quem as faz, mas para muita gente. E na minha prática artística perguntava-me sobre quais os elementos que precisava para fazer alguma coisa que tivesse valor e fosse interessante para mais pessoas para além de mim próprio. Porque se o meu trabalho só fosse interessante para mim, ele não teria qualquer valor, não podia ser bom. A pergunta a ser feita é sobre como é que se representa uma narrativa particular como um exemplo, com o estatuto de exemplar.
Isso parece afastar da sua prática a ideia, muito veiculada a propósito da sua geração de artistas-fotografos, de uma fotografia objectiva. E numa entrevista disse “não é possível tirar fotografias objectivamente e qualquer aproximação é inatamente sujectiva e, portanto, política.”
Eu disse isso como provocação, porque me aborrece muito a discussão entre subjetividade e objectividade na prática da fotografia alemã. Claro que tudo é subjectivo: é a natureza humana, tudo está exposto a interpretação. E esta é a condição da visão e por isso toda aquela discussão é uma treta maçadora. Claro que existem imagens como as das câmaras de segurança a quais permitem detectar acontecimentos materiais objectivos, mas este assunto não me interessa nada.

E porquê a questão política?
O que quer que façamos assumimos um ponto de vista e as nossas práticas são declarações sobre o que sabemos e podemos fazer. Ao que se junta o facto de vivermos com amigos, numa cidade, num pais e agimos como cidadãos, até os monges vivem em comunidade. E todos os nossos gestos têm consequências políticas. É uma afirmação muito genérica, mas certeira. Por exemplo se se comparar o meu trabalho com os meus colegas como o Gurski, Ruff ou a Höffer, vê-se que temos olhares muito diferentes e procuramos coisas distintas e o simples facto de se se enviar cinco fotógrafos para fotografar uma mesma coisa todos eles voltarão com imagens diferentes: e isto é um facto político.

Se o seu trabalho não é uma tentativa de retratar o mundo objectivamente, se não é sobre as cidades ou a arquitectura, se não é sobre o tempo, podemos dizer tratar-se de imagens reflexivas?
É isso mesmo.

E decidiu fotografar as cidades quase sempre sem pessoas para evidenciar não estar em causa as coisas materiais ou factuais dos lugares que fotografa?
Nesses trabalhos eu estava interessado nas atmosferas desses sítios diferentes. O ponto de partida foi mais técnico: as exposições prolongadas não deixavam ter pessoas a andar de um lado para o outro. mas depois também porque descobri que os edifícios por si só têm características humanas: foram construídos por pessoa, que têm opiniões, um ponto de vista, que tomam decisões. E expressam-se através da arquitectura a qual evoca todos esses níveis de informação.

E porque o título Lugares Inconscientes que muitas dessas fotografias têm?
Foi uma decisão posterior. Fiz uma exposição em Bergen com essas imagens e precisava de um título que mostrasse os meus interesses e não a descrição das imagens do tipo: cenas de rua. O meu interesse era muito mais genérico e era sobre o modo como a arquitectura é uma espécie de pele das pessoas. Lutei durante muito tempo para encontrar o título certo. E aconteceu o mesmo com a série de fotografia de florestas a que chamei Novas Imagens do Paraíso. Aqui queria mostrar que não estou interessado em botânica, mas nas diferenças formais e orgânicas entre as plantas.

Na sua série dos museus a pintura regressa ao seu trabalho.
Sim, é uma coisa inconsciente. Usei a pintura por causa da sua carga histórica e para criar uma tensão entre o tempo histórico daquelas pinturas e o presente da fotografia. São trabalhos que constituem uma espécie de túnel temporal que me permite explorar as diferentes reacções que as grandes obras primas da arte provocam: por exemplo, muitas pessoas não sabem como se aproximar de uma obra de arte.

Os seus últimos trabalhos parecem muito abstractos, não se consegue reconhecer um objecto ou uma paisagem e parecem próximos do carácter pictórico da pintura.
A minha imagem favorita é aquela dos cabos em que não sabe para onde se está a olhar. Procurei dar um efeito físico a essa imagem e não só uma coisa cerebral. E é verdade que chego a estes trabalhos da tecnologia depois de ter trabalhado com as florestas e as suas construções visuais muito complicadas. E isso afecta as qualidades visuais.

O que é que lhe interessava na cara das pessoas na série Audiências?
Eu queria ser a obra de arte que devolve o olhar aos espectadores. E estava interessado em representar uma painel das diferentes reacções psicológicas de quando se vê arte: é cansativo, pode ser confuso, etc., mostrando que nem sempre se sabe o que fazer com as obras de arte, não se sabe o que significam ou o que dizem.

Uma última pergunta. Diz-se que existe uma competição entre os antigos alunos dos Becher e sobretudo entre si e o Gurski.
É verdade. É uma competição baseada em diferentes visões do mundo em que tentamos perceber quais são os trabalhos com mais força. Não é uma competição declarada, mas ela existe.
Mas trabalham no mesmo lugar, usam o mesmo laboratório e têm o mesmo moldureiro.
É verdade, mas não discutimos os trabalhos, nem andamos a ver o que cada um anda a fazer.

Qual é o seu fascínio com a tecnologia?
Fascina-me a capacidade que a tecnologia tem de moldar o mundo. E estes trabalho são expressões da confusão e complexidade do mundo em que estamos a viver.



                                               Trabalho realizado por : Iolanda Leal nº 10 Cef Fotografia 


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Fotómetro e Exposímetro

Fotómetro
É um aparelho de medida de intensidade luminosa ou seja mede em “lux” ou “fost-candle” a quantidade de luz diretamente da fonte.

Exposímetro

Aparelho com as mesmas características que o fotómetro, mede a luz refletida pelo assunto enquadrado, indicando o valor de exposição(EV) em função da sensibilidade do filme utilizado.                                                                                                                                                                                                                      No sistema de medição da luz ambiente o exposímetro usa um domo que capta a luz proveniente de todas as direções e corrige o nível de luz para usar a mesma escala utilizada no sistema de medição de luz refletida. Já no sistema de medição de luz refletida, o fotodetector é atingido diretamente pela luz, mas pode receber acessórios para medição de luz em ângulo mais aberto que o normal (wide) ou mais fechado (spot).




Tipos de Leitura do Exposímetro nas Câmaras SLR
Leitura Média
Para fazer a leitura média, dias das células medem a luz de quase toda a área e um pequeno circuito integrado acha a média entre os pontos mais escuros e claros. Ideal para quando os assuntos apresentam uma certa homogeneidade luminosa por todo o enquadramento.
Leitura de Ação Central
A leitura das células predomina no centro da imagem. Este tipo de leitura pressupõe que o ponto de interesse se situe no centro do enquadramento.
Leitura Pontual(SPOT)
Mais preciso na leitura, é no entanto necessário avaliar o resto do quadro de maneira a não comprometer toda a imagem em função do elemento que está a ser lido pelo exposímetro. Ideal para assuntos onde apenas uma pequena parte do assunto tem verdadeiro interesse em ficar com a exposição correta.

Trabalho realizado por: Andreia Ferreira nº5
Carolina Vale nº3
Tiago Dias nº 18

Tipos de objetivas

Tipos de objetivas
A objetiva é uma das principais partes  das máquinas fotográficas ,podendo variar não só na sua distância focal e nos seu ângulo de alcance como também na sua luminosidade. Aqui só vamos focar a relação da cobertura de alcance,visto a sua luminosidade estra dependente da sua abertura máxima(diafragma),que pode variar em objetivas de igual alcance.
A  medida que aumenta a distância focal diminui o ângulo de cobertura.

Objetiva Normal -  Para uma câmara de 35mm, consideramos como a lente normal aquela que a sua distância focal é equivalente a diagonal de um negativo de um filme usado nessa câmara.  Ou seja uma objetiva de 50mm.  Para as câmaras em geral consideramos o mesmo cálculo aproximado ou uma lente que tenha a capacidade de capturar imagens num ângulo de 50 graus ou equivalente ao de um olho humano. 
Objetiva Grande Angular - Estas objetivas tem como característica principal uma capacidade de captar tudo numa área de visão bem maior que as objetivas normais.  A sua distância focal para uma câmara de 35mm é cerca de 2/3 da diagonal do negativo do filme usado na mesma.É mais apropriada para fotos de paisagem ou em ocasiões em que se tem pouca distância para fotografar em espaços pequenos como salas em que precisamos de enquadrar o máximo da área possível. Uma outra característica desta lente é proporcionar grandes profundidades de campo, desde pequenas distâncias até o infinito. 


Teleobjetiva - Estas objetivas de grandes distâncias focais são apropriadas para fotografar a uma longa distância.  Para uma câmara de 35mm uma lente de 135mm é uma boa escolha para se fazer retratos de pessoas.  Uma vez que o fotógrafo poderá ficar a uma maior distância e ainda devido a pequena profundidade de campo dessas lentes poderá facilmente desfocar os planos a frente e atrás do objeto fotografado, principalmente se estiver a utilizar  grandes aberturas do diafragma.

Objetiva Olho de peixe - Lente especial com características de uma grande angular, capaz de capturar um ângulo até 180 graus. Provoca grandes distorções na imagem. 

Objetiva Macro - Pode ter distância focal normal ou de uma meia tele-objetiva (100mm).  Mas é capaz de focar objetos a pequenas distâncias, e assim proporciona ao fotógrafo a possibilidade de fotografar detalhes minúsculos de objetos, pequenos insetos, plantas ou micro organismos.


Objetiva Zoom - É a lente que pode variar a sua distância focal e assim pode funcionar por exemplo como se fosse uma lente normal, grande angular ou teleobjetiva.A sua utilização é vantajosa pois temos três lentes  numa, mas é mais pesada e mais cara do que uma lente comum de distância focal fixa.

Trabalho realizado por : Ana Catarina nº1
Cátia Moreira nº7
Cef Fotografia